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Resenha Histórica

Desde a Pré-História que o Concelho de Cinfães é povoado, sobretudo as terras ao longo do Rio Douro, utilizado como via de comunicação.
Foi a partir do período paleolítico que se iniciou o povoamento com povos vindos de Norte de África, de entre eles os capsenses e berberes, que com outros se espalharam pela Ibéria.
Sucederem-se várias migrações. Povos que se juntaram aos anteriores, alguns denominados de "pré-celtas", que deixaram na toponímia de Cinfães os vestigios de alguns nomes dados a Freguesias, lugares e rios.
Quatro mil anos Antes de Cristo a península começou a ser invadida pelos Pré-Celtas, deixando-nos importantes marcos de construções.
Os menhires, as antas ou dólmens, monumentos funerários destinados aos chefes das tribos, são construções que se estenderam ao longo de milénios, entre 3500 e 1500ª C. O menhir da era megalítica mais importante está situado em Tendais.
Entre o séc. IX e VIII A. C. dá-se a ocupação Celta. Da mistura das raças Pré-Celtas, Celtas e Iberos, surgiram os "Lusitanos" na idade do Ferro. Devido ao clima de instabilidade entre estes três povos invasores, começaram a ser as suas povoações construídas em locais de dificil acesso (grandes elevações de terrenos) mas de fácil defesa (castros).
É pois, na época da idade do Ferro que os lusitanos surgem como raça própria numa Ibérica dominada pelos fenícios e onde o Douro servia de trajecto comercial para os gregos.
Aproximava-se o termo da pré-histórica, os lusitanos passavam por uma época de constantes lutas contra invasores, tendo também como palco as terras Cinfanenses.
Depois dos fenícios chegaram os hispânicos, no séc. VI a.C., estes começaram a perder terreno e prestígio, vindo em seu auxilio os cartagineses para em conjunto dominaram toda a península Ibérica.
Depois de perdidas muitas batalhas entre e os soldados romanos, Cartago entrega a península a Roma.
Os Romanos transformaram em fontes ou acampamentos militares os artigos castros, surgindo as primeiras povoações, vilas e cidades interligadas por pontes e estradas. Desenvolvem a agricultura com a introdução de novas técnicas e novos produtos.
A zona ribeirinha (Douro, Cabrum, Paiva) de Cinfães, foi escolhida pelos Romanos para aí se instalarem.
Existindo nos nossos dias vestígios dessa romanização. Na urbanização com ruas estreitas e casas construídas em granito e telhados de colmo (Boassas, Vila Viçosa, Pias, Seara, Lagarelhos, Vilar do Peso, Cosconhe, Marcelim e Guisande).
A história alti-medieva das terras Cinfanenses, reporta-se ao séc. X e tem como onto mais importante Cosconhe (Santiago de Piães). Foi nesta povoação característica com ruas estreitas e casa de granito escuro, que D. Afonso Henriques viveu parte da sua juventude. É aqui que com o seu aio, D. Egas Moniz, o primeiro Rei de Portugal recebe uma educação cuidada, e onde mais tarde iria deixar alguns dos seus bens.
Grande parte desses mesmos bens (herdade real de Tarouquela), foram repartidas pelo D. Egas Moniz e esposa, D. Teresa Afonso.
A história desta região e da Lusitânia sofre através de D. Afonso Henriques uma reviravolta. Os árabes são expulsos do território anexado.
Na época medieval, o território que constitui o actual Concelho de Cinfães, dividia-se por várias "Terras ou Julgados".